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Conectando as Comunidades Rurais
- 5G e Open RAN podem ajudar a acabar com a divisão da banda larga? -

7 de janeiro de 2021

De acordo com a FCC, entre 35 e 40 % dos Americanos em áreas rurais e terras tribais não têm acesso à banda larga new window[i]. Atualmente, os governos e as agências reguladoras estão se esforçando conjuntamente para enfrentar a persistente questão do acesso insuficiente à banda larga em comunidades rurais e o 5G pode fornecer a solução.

Em 7 de dezembro, a Comissão Federal de Comunicações Americana (FCC) new windowanunciou US$9,2 bilhões em concessões para promover a construção de redes rurais de banda larga ao longo da próxima década. As concessões têm o objetivo de fornecer serviços de banda larga sem fio para comunidades rurais com ausência de conectividade maior que 25 Mbps. Da mesma forma, o governo britânico está financiando uma iniciativa baseada em Open RAN para criar uma solução economicamente viável para melhorar a conectividade rural.

O 5G pode desempenhar um papel fundamental para acabar com esta divisão de acesso à banda larga de maneiras que as gerações anteriores não poderiam, pois ela atende as necessidades tanto de banda larga móvel quanto fixa. Entretanto, para isso a economia de longo prazo também deve fazer sentido, que é onde o vibrante ecossistema de fornecedores da Open RAN e a capacidade de avançar com o compartilhamento da infraestrutura 5G podem ser relevantes para a igualdade de acesso à economia 5G.

Papel do 5G nas redes rurais

O 5G oferece vários recursos promissores para apoiar a conectividade rural:

Banda Larga Móvel Ultrarrápida:
Este recurso do 5G fornece uma largura de banda de canal de até 1 Gbps, permitindo que as operadoras forneçam Acesso Fixo Sem Fio (FWA) para os consumidores, permitindo que eles se beneficiem em todas as áreas, incluindo comércio, entretenimento e educação online.

Fatiamento da Rede:
O fatiamento contribui para a otimização dos recursos desde o Rádio até o Núcleo, permitindo maior flexibilidade e controle granular do serviço adaptado às necessidades específicas dos segmentos de usuários, tais como uso local governamental, residencial ou comercial, etc., por sua vez, melhorando a experiência do usuário final e ajudando a acabar com a divisão.

Alcance Estendido:
As implantações de banda larga coaxial e de fibra têm sido dispendiosas, alongando os estudos de viabilidade para a recuperação do investimento. O 5G resolve estes problemas, não apenas fornecendo acesso à banda larga, mas também ampliando o alcance da rede sem a necessidade de instalação de uma infraestrutura de fibra dispendiosa. Esta evolução também ajuda a superar os problemas de entrega ao consumidor que têm atormentado o setor de telecomunicações há décadas, oferecendo melhores opções de serviço para o consumidor.

Redes privadas:
Muitos reguladores estão reservando partes do espectro de banda média para apoiar clientes empresariais, governos locais e redes privadas. Isso também proporciona oportunidades para que as operadoras e empresas forneçam conectividade em locais que não eram viáveis anteriormente.

Open RAN: o divisor de águas

A Open RAN também está ajudando a tornar o 5G mais viável economicamente devido às suas vantagens de interfaces abertas e interoperabilidade de componentes. As divisões funcionais possibilitadas pela arquitetura Open RAN oferecem possibilidades para otimizar ainda mais o projeto da rede. Por exemplo, a capacidade de agregar determinadas funções RAN em Unidades Centralizadas (CU’s) ajuda a reduzir o custo e a complexidade da rede. Além disso, o aumento da concorrência promovido pelas interfaces abertas dos Open RAN desencadeiam inovações e convidam novos fornecedores ao mercado, oferecendo as operadoras a capacidade de implantar as melhores soluções.

A Open RAN também possibilitou arquiteturas de host neutro. Nesse ambiente de infraestrutura compartilhada, um host neutro fornece torres e outras infraestruturas físicas permitindo o acesso de diferentes fornecedores e que instalações de colocalização se conectem e ofereçam serviços. A infraestrutura compartilhada desta forma reduz o custo e idealmente fornece uma plataforma para mais atores e inovadores do que uma rede móvel fechada típica. A RAN 5G suporta a arquitetura RAN Multi Operator Core Network (MORAN) e a arquitetura Multio Operator RAN (MORAN), criando assim alternativas economicamente viáveis para apoiar a cobertura rural.

Infraestrutura de host neutro baseada em O-RAN
– Mudança radical na economia de rede

A infraestrutura compartilhada é altamente vantajosa no mundo 5G. Em uma rede de infraestrutura compartilhada baseada em Open RAN, os componentes de rede, aplicações, infraestrutura física e até o espectro são desacoplados. Unidades de Rádio Open RAN suportam bandas múltiplas e interfaces abertas para as DUs e CUs de qualquer outro fornecedor. O ambiente aberto permite que novos fornecedores e inovadores participem e concorram com uma maior capacidade de focar em soluções para geografias e casos de uso específicos.

Alguns países estão incentivando uma maior participação do setor privado para a exploração destas possibilidades. O ecossistema aberto da O-RAN, juntamente com iniciativas de infraestrutura compartilhada como o projeto new windowNeutrORAN do Reino Unido, traz vantagens adicionais para tornar os casos de uso em locais remotos e de baixa densidade mais viáveis. A abordagem da NeutrORAN, apoiada pelo Centro de Excelência (CoE) 5G da NEC, visa não apenas reduzir o custo e maximizar o valor derivado da infraestrutura 5G, mas também abrir um ambiente B2B2x 5G para que participantes adicionais do ecossistema aproveitem esta infraestrutura aberta e compartilhada.

Por exemplo, os Prestadores de Serviços de Comunicação (CSPs) podem permitir que as empresas construam extensões 5G privadas de sua rede corporativa global. Os governos estatuais e locais ou empresas podem avaliar oportunidades para monetizar a infraestrutura pública existente, por exemplo, para apoiar iniciativas V2X. Outros inovadores serão capazes de identificar e abordar oportunidades em mercados onde os Prestadores de Serviços de Comunicação (CSPs) poderiam não arriscar ou investir no envolvimento de comunidades específicas de novas maneiras, por exemplo, segurança pública. Com uma comunidade 5G mais aberta, surgem mais oportunidades para mais atores viáveis atenderem às necessidades do mercado que podem não ter sido bem atendidas, não identificadas ou simplesmente não priorizadas anteriormente.

Fechando a lacuna da banda larga

Fechar a lacuna do acesso à banda larga é uma questão econômica essencial que as iniciativas políticas e tecnológicas público-privadas pretendem abordar cada vez mais. A NEC continuará sendo uma das primeiras a adotar iniciativas de redes abertas, da mesma forma que fez com a SDN/NFV há mais de uma década e agora com a Open RAN. Trabalhando em conjunto com suas clientes operadoras globais e apoiando iniciativas público-privadas, continuaremos otimistas que nos próximos 5 anos haverá um progresso acelerado na resolução desta importante questão.

                   Rahul Chandra
                   VP de Desenvolvimento Global de Negócios 5G
                  
NEC Corporation of America